CPI contra o governador Marcos Rocha é golpe

02/05/2019 00:00:00 Noticias
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Vou ser breve. Primeiro não conheço o atual governador do Estado de Rondônia. Sei que ele era secretário de Confúcio Moura, atualmente senador. Marcos Rocha ganhou a eleição no embalo de Bolsonaro e, principalmente, por usar o nome de “coronel”. Pouquíssimas pessoas conheciam o governador e agora desejam obter maiores informações sobre o coronel. Ou seja, a maioria do eleitor brasileiro vota no candidato porque ouviu falar dele, porém não sabe de suas propostas para ser um bom gestor. Em seis meses de mandato, o povo começa a se decepcionar com o “trabalho” do amigo de Jair Bolnonaro. Iniciam, então, as decepções e as reclamações do eleitor. Tarde demais. Em relação ao outro poder, ao assumir a presidência da Assembléia Legislativa, Laerte Gomes, deputado estadual por Alvorada D´oeste, deu início à  “guilhotina” contra o coronel aprovando uma CPI em razão de não respeitar a Constituição Estadual de Rondônia por nomear diretores de autarquias e fundações sem autorização dos deputados estaduais. Os membros desta CPI são: Adelino Follador (DEM), Anderson SINGEPERON (PROS), Jair Montes (PTC), Jean Oliveira (MDB),  Marcelo Cruz (PTB), Aélcio da TV (PP), Cássia Muletas (PODEMOS) e Ismael Crispin (PSB). Esta CPI só tem apoio de alguns deputados estaduais que querem dar o golpe contra o coronel para que haja uma nova eleição este ano, caso a comissão processante seja para cortar a cabeça do coronel. Os deputados estaduais perceberam que o coronel é um político inexperiente, sem habilidade para lidar com a coisa pública e muito despreparado administrativamente. O fato de ter nomeado diretor sem anuência da casa de leis não serve de motivo para mandar o governador para sua casa e continuar recebendo seu salário como militar aposentado.  Não havia necessidade de abertura desta famigerada Comissão Parlamentar de Inquérito. Esperto e diferente do coronel, o presidente do legislativo estadual percebeu essas fraquezas de Marcos Rocha e começou a articular pela aprovação desta CPI do oportunismo. Bastava o chefe do poder legislativo estadual recomendar ao governador que respeitasse a Constituição no sentido de que as nomeações fossem com amparo legal, ou seja, o primeiro passo seria a exoneração dos nomeados irregularmente, esperar a aprovação dos nomes por parte do poder legislativo e assim a questão seria resolvida. Esta CPI é igual àquela que destituiu Dilma Rousseff do cargo de presidente do Brasil. Se depender da vontade da maioria dos deputados, o impeachment  de Marcos Rocha está próximo e dificilmente o coronel irá escapar da “morte” patrocinada por “justiceiros em causa própria”.  Se o coronel pretende se livrar desse processo vergonhoso, vai ter que pagar caro, pois terá que fazer articulação junto aos parlamentares que vão exigir do gestor algo em troca para votar contra, inclusive solicitando as indicações dos diretores das autarquias e das fundações que foram nomeados pelas portas do fundo, chamados de “piratas” (aqueles nomeados irregularmente). Laerte Gomes tem forte apoio no parlamento, mas a força maior vem da chantagem política tão comum nesse jogo de briga pelo poder. Em suma, onde estão os advogados que assessoram o coronel na campanha eleitoral do ano passado para ingressar com as ações cautelares no Tribunal de Justiça do Estado de Rondônia para impedir a continuidade desta CPI do fim do mundo?

Jornalista Ronan Almeida de Araújo (DRT/RO 431/98)

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